o branco do coelho
ainda pertencia ao preto e branco
do lugar
sem sucumbir
muitos
muitos meios tons pestanejavam durante o intervalo
íris
a produtora
por certo
havia feito presente
[amarelos
azuis
verdes e vermelhos –
mas se lhes esqueceram em algum lugar]
e
bem ao centro de tudo
bem ali
onde todos iam bater os olhos
restava
a cartola
que esquecera o mágico em casa
e convertera-se
por fim
em atração principal
ela
que por dentro ao preto das coisas
que ficam à superfície do tempo
apavorava
produzia espantos
sempre propondo a alguém do público
profundo mergulho
no seu espaço sem fundo
agora
sem a cabeça
mágica do mágico
esquecido