do tratado da reforma da inteligência

"tudo o que acontece na vida ordinária é vão e fútil ....As coisas que mais frequentemente ocorrem na vida, estimadas como o supremo bem pelos homens, a julgar pelo que eles praticam, reduzem-se, efetivamente, a estas três, a saber, a riqueza, as honras e o prazer dos sentidos. Com estas três coisas a mente se distrai de tal maneira que muito pouco pode cogitar de qualquer outro bem. ... Assim, parecia claro que todos esses males provinham disto – que toda felicidade ou infelicidade reside numa só coisa, a saber, na qualidade do objeto ao qual nos prendemos pelo amor. De fato, nunca surgem disputas por coisas que não se ama; nem há qualquer tristeza se as perdemos; nem inveja, se outros a possuem;nenhum ódio e, para dizer tudo numa palavra, nenhuma pertubação da alma (animus). Ao contrário, tudo isso acontece quando amamos coisas que podem perecer, como são aquelas que acabamos de falar. Mas o amor das coisas eternas e infinitas nutre a alma de puro gozo, isento de qualquer tristeza..."

Mostrando postagens com marcador coisas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador coisas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de outubro de 2013



Fernando Pessoa - Poesia completa de Alberto Caeiro


Agora que sinto amor
Tenho interesse nos perfumes.
Nunca antes me interessou que uma flor tivesse cheiro.
Agora sinto o perfume das flores como se visse uma coisa nova.
Sei bem que elas cheiravam, como sei que existia.
São coisas que se sabem por fora.
Mas agora sei com a respiração da parte de trás da cabeça.
Hoje as flores sabem-me bem num paladar que se cheira.
Hoje às vezes acordo e cheiro antes de ver.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012




Café
(de Cínthya Verri - Constantina)



as xícaras são carícias
(e as pernas - tremores)

só me reconheço 
com pouco.



quarta-feira, 3 de outubro de 2012


Letra de música toda trabalhada em decassílabo heroico, onde o acento recai na sexta sílaba. Caetano é Caetano e essa canção é linda!

O quereres

Onde queres revólver, sou coqueiro
E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alto, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão

Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês

Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor

Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói

Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e é de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és

Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor

Onde queres comício, flipper-vídeo
E onde queres romance, rock'n roll
Onde queres a lua, eu sou o sol
E onde a pura natura, o inseticídio
Onde queres mistério, eu sou a luz
E onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro, eu sou obus

O quereres e o estares sempre a fim
Do que em mim é em mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há, e do que não há em mim



sábado, 6 de setembro de 2008

na ante-sala



convido a todos para darem uma passada na palavraria dia 18 estarei lançando o meu primeiro livro será um prazer contar com a presença de amigos

um ab
jaime

segunda-feira, 2 de junho de 2008



PALAVRARIA – LIVRARIA-CAFÉ

CONVIDA PARA


MAFUÁ DE MALUNGO:

Bate-papo entre Ronald Augusto e Jaime Medeiros Jr.


11 de junho de 2008, quarta-feira, das 19h às 21h

Na Palavraria – Livraria-Café


Jaime Medeiros Jr é poeta porto-alegrense nascido em 1964. Tem no prelo, seu primeiro livro intitulado Na ante-sala. Médico pediatra. Participou da organização do primeiro Portopoesia. Hoje faz parte da produtora Portopoesia, organizadora da segunda edição do evento, que se realizará em outubro deste ano. Mantém com a poeta Deisi Beier o blog www.filhosdeorfeu.blogspot.com


O projeto Mafuá de Malungo, concebido por Ronald Augusto, prevê um encontro por mês até o final desse ano, ocasião em que o poeta convidado conversará com Ronald a respeito de suas obras.


quarta-feira, 26 de março de 2008

PORTO ALEGRE DÁ POESIA - PROGRAMAÇÃO

Logotipo Carolina Timm

24 a 29 de Março de 2008
Centro Cultural CEEE Erico Verissimo


24/03 - SEGUNDA

19:00 – 20:30
Porto Alegre na Poesia - Maria do Carmo Campos, com leitura de poemas por Gerusa Marques.

20:30 – 22:00
Troque um Livro de Auto-ajuda por um Livro de Poesia
Leitura da poesia de Marco Celso Viola por Mario Pirata


25/03 - TERÇA

19:00 – 20:30
Cidade do Meu Olhar - Liana Timm e Élvio Vargas

20:30 – 22:00
Leitura de poemas de Maria Dinorah, e Retrato do Poeta, poemas de Mario Quintana com o Grupo Cero.


26/03 - QUARTA

19:00 – 20:30
Gritos e Sussurros no muro da Mauá -Telma Scherer, Lorenzo Ribas, Diego Petrarca (Teia) e convidados

20:30 – 22:00
Poesia não é pra qualquer um
Leitura da poesia de Isaac Starosta por Mario Pirata


27/03 - QUINTA

19:00 – 20:30
A Poesia dos Anos 70 - Eduardo Degrazia e Dilan Camargo

20:30 – 22:00
Mate dois Coelhos com uma Quintanada Só
Leitura da poesia de Jaime Medeiros Jr. por Mario Pirata



28/03 - SEXTA

19:00 – 21:00
Heitor Saldanha, um Poeta Deletado - José Weis
Coleção Petit Poa-Cadê a Poesia que Estava Aqui ? - José Antônio Silva.
A Poesia de Eduardo Guimaraens - Livia Petry


21:00 - 22:00
Adote um Poeta, Alimente e Dê Moradia
Leitura da poesia de Mario Pirata pelos poetas participantes



29/03 - SÁBADO À TARDE

16:00 – 17:30
Questões da Poesia Hoje - Sidnei Schneider, Marco Celso Viola e Jaime Medeiros Jr

17:30 – 19:00
Quantos poemas faz um poeta, quantos poetas fazem um poema
Leitura da poesia de Sidnei Schneider por Mario Pirata


Patrocínio: SMC/ Prefeitura de Porto Alegre
Apoio: Centro Cultural CEEE Erico verissimo
Produção: PortoPoesia Produtora
Contato produção: Sandra Marques 9355-6479 kacimi@gmail.com
Assessoria de Imprensa: Sarah Goulart 9108-7624 sarahgou@terra.com.br