do tratado da reforma da inteligência
"tudo o que acontece na vida ordinária é vão e fútil ....As coisas que mais frequentemente ocorrem na vida, estimadas como o supremo bem pelos homens, a julgar pelo que eles praticam, reduzem-se, efetivamente, a estas três, a saber, a riqueza, as honras e o prazer dos sentidos. Com estas três coisas a mente se distrai de tal maneira que muito pouco pode cogitar de qualquer outro bem. ... Assim, parecia claro que todos esses males provinham disto – que toda felicidade ou infelicidade reside numa só coisa, a saber, na qualidade do objeto ao qual nos prendemos pelo amor. De fato, nunca surgem disputas por coisas que não se ama; nem há qualquer tristeza se as perdemos; nem inveja, se outros a possuem;nenhum ódio e, para dizer tudo numa palavra, nenhuma pertubação da alma (animus). Ao contrário, tudo isso acontece quando amamos coisas que podem perecer, como são aquelas que acabamos de falar. Mas o amor das coisas eternas e infinitas nutre a alma de puro gozo, isento de qualquer tristeza..."
sábado, 26 de abril de 2008
quarta-feira, 23 de abril de 2008
um pouco depois de ler Gonçalo M Tavares
acho que me perco em tua ironia
mas onde me encontrar
meu amigo
senão sofrendo um pouco
contigo
quarta-feira, 16 de abril de 2008
domingo, 13 de abril de 2008
(foto: Cia. de Dança Deborah Colker - Espetáculo "Casa")
era um vento ventoso
um vento teimoso
e insistente
vagando sobre o verde
vento danado
encantado
tingido de sangue
a revolver estrelas
a pipocar cascalhos
vento de insinuar
evaporações
era um vento de não caber em lugar
vento de se instalar
de fazer lembrar
que nem sempre o que venta
é de esquecer
sexta-feira, 4 de abril de 2008

(foto: gaia companhia de dança)
não perdôo certos refinasensos
umas nostalgias canhestras
disfarces guardados atrás das portas
não tolero enfarsantes corações
as frias mãos trêmulas antes do tapa
calabeiços devorantes
nuvens escuras mergulhadas em desculpas
não me estendo na ausência de fibra
na oculta homisfera do aperto na jugumar
na voz em tempestura surda
afundassombras
desassossegos
invento meus limites
meu cabimento
ilusório
quarta-feira, 2 de abril de 2008
domingo, 30 de março de 2008
um tantinho de: Manuel Bandeira
Oração a Nossa Senhora da Boa Morte
Fiz tantos versos a Teresinha...
Versos tão tristes, nunca se viu!
Pedi-lhe coisas. O que eu pedia
Era tão pouco! Não era glória...
Nem era amores... Nem foi dinheiro...
Pedia apenas mais alegria:
Santa Teresa nunca me ouviu!
Para outras santas voltei os olhos.
Porém as santas são impassíveis
Como as mulheres que me enganaram.
Desenganei-me das outras santas
(Pedi a muitas, rezei a tantas)
Até que um dia me apresentaram
A Santa Rita dos Impossíveis.
Fui despachado de mãos vazias!
Dei volta ao mundo, tentei a sorte.
Nem alegrias mais peço agora,
Que eu sei o avesso das alegrias.
Tudo o que viesse, viria tarde!
O que na vida procurei sempre,
- Meus impossíveis de Santa Rita -
Dar-me-eis um dia, não é verdade ?
Nossa Senhora da Boa Morte
quarta-feira, 26 de março de 2008
PORTO ALEGRE DÁ POESIA - PROGRAMAÇÃO
24/03 - SEGUNDA
19:00 – 20:30
25/03 - TERÇA
19:00 – 20:30
20:30 – 22:00
26/03 - QUARTA
19:00 – 20:30
20:30 – 22:00
Leitura da poesia de Isaac Starosta por Mario Pirata
27/03 - QUINTA
Leitura da poesia de Jaime Medeiros Jr. por Mario Pirata
28/03 - SEXTA
19:00 – 21:00
A Poesia de Eduardo Guimaraens - Livia Petry
Adote um Poeta, Alimente e Dê Moradia
Leitura da poesia de Mario Pirata pelos poetas participantes
16:00 – 17:30
17:30 – 19:00
Leitura da poesia de Sidnei Schneider por Mario Pirata
Patrocínio: SMC/ Prefeitura de Porto Alegre
Assessoria de Imprensa: Sarah Goulart 9108-7624 sarahgou@terra.com.br
terça-feira, 25 de março de 2008
quinta-feira, 20 de março de 2008
takai
quando te vejo
suave arquitetura
serena arquiternura da canção
nada sobra
tudo visa
revelação
quando te vejo
sinto
meio que pra sempre
algo em mim se suaviza
e assim feito brisa
me usa
segunda-feira, 3 de março de 2008
domingo, 24 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
sépia nº6
teus olhos escuros
claros de tanto ser
de tudo
nada querem esquecer
ainda
não sabem da saudade
e do saber confuso
que se acha nas coisas
que irão morrer




